quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Sob nova direção, aeroporto Marechal Rondon deve se tornar “hub internacional”







Maior terminal de Mato Grosso, o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, localizado em Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá), já está sob nova direção e pode ver sua internacionalização sair do papel ainda no primeiro semestre de 2020.

Ao menos, essa é a expectativa do diretor-presidente da concessionária Centro-Oeste Airports, Marco Antônio Migliorini.

O consórcio venceu o leilão promovido pelo governo federal em 2019 e ficará à frente da administração de todos os aeroportos do Estado pelos próximos 30 anos.

Segundo o diretor, desde o dia 30 de dezembro a equipe detém o controle integral do Marechal Rondon. Ele afirma que uma série de intervenções já começaram a ser feitas para garantir melhorias imediatas aos usuários.

Migliorini também revela que um projeto de ampliação do terminal deve ser aprovado ainda em 2020, com a conclusão da obra prevista para 2023.
Internacionalização

Conforme Migliorini, mesmo antes de assumir a gestão, a concessionária acompanhava as discussões com órgãos de controle para a possibilidade de voos internacionais saindo de Várzea Grande.

Um dos maiores entraves para isso acontecer seria o tamanho da sala destinada à Receita Federal. O argumento era de que, por ser considerado um aeroporto de médio porte, o Marechal Rondon deveria ter uma sala maior do que a foi construída.

No entanto, uma mudança no manual da Comissão Nacional das Autoridades Portuárias (Conaero) foi realizada em novembro. Segundo o diretor do consórcio, as obras necessárias para a adequação do espaço tiveram início na segunda-feira (6).

“Hoje, não existe mais falta de entendimento e está todo mundo trabalhando em conjunto para que a gente consiga internacionalizar, o mais breve possível, o aeroporto Marechal Rondon. A nossa expectativa é de que, nesse primeiro semestre, a gente já consiga isso”, garante ao LIVRE.
Hub na América

A intenção do Centro-Oeste Airports, segundo o diretor, é transformar o Marechal Rondon em um hub internacional, ou seja, que o terminal seja uma conexão para voos de diversas partes do mundo.Concessionária já iniciou adequações para melhor atender os usuários do Marechal Rondon (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Para Migliorini, esse “status” é possível em razão da posição geográfica de Mato Grosso em relação à América do Sul.

“Temos a absoluta certeza que o aeroporto vai se tornar um importante player e é lógico que haverá trabalho da concessionária diante disso. Já conversamos com as empresas aéreas e temos tido feedback positivo. Acreditamos muito nisso”, afirma o diretor.

Até o momento, sabe-se que apenas a companhia aérea Azul já tem liberação, tanto do governo boliviano quanto do brasileiro, para operar voos entre os dois países. Contudo, aguarda a habilitação do aeroporto.

Para o diretor, porém, a internacionalização deve acontecer em cadeia: após a liberação do primeiro voo, previsto para ser entre Cuiabá e Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, outros deverão ocorrer.

“É uma questão de tempo para outros voos [serem liberados]. A própria Azul deve colocar outros. A gente quer propiciar que o aeroporto esteja em condições e seja homologado pela Agência Nacional da Aviação Civil”.

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