sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Aeroportos de Mato Grosso não apresentam segurança

Dos 44 aeroportos públicos de Mato Grosso, somente o de Várzea Grande conta com segurança física adequada, enquanto o restante não tem qualquer tipo de proteção, colocando em risco usuários e aeronaves, a exemplo do que aconteceu dia 20 de setembro, quando o avião modelo King Air, prefixo ATY, da candidata ao governo Janete Riva (PSD), foi roubado e os pilotos Evandro Rodrigues de Abreu e Rodrigo Frais Agnelle sequestrados. Levantamento da Agência Nacional de Aviação (Anac) aponta que o Estado tem 44 aeródromos públicos e outros 375 particulares. Destes, somente o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, é administrado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), seguindo determinação do governo Federal. A ausência de segurança no interior de Mato Grosso é relatada por donos de táxis-aéreos, trabalhadores e passageiros. Responsável pela Abelha Táxi Aéreo, Hélio Vicente relata que a falta de segurança é uma realidade até mesmo em regiões conhecidas como rota do tráfico de drogas do país, devido à proximidade com região de fronteira com a Bolívia. Em 2010, a empresa teve uma aeronave roubada e o piloto sequestrado. A empresa havia sido contratada para transportar uma pessoa de Rondonópolis para Cáceres e o crime ocorreu no trajeto. O piloto foi libertado 15 dias depois e a aeronave localizada na Bolívia. Vicente relata que para evitar novos episódios a empresa evita que as aeronaves pernoitem em locais considerados de maior risco, como os próximos à fronteira, além de contratar segurança privada para escoltar os clientes que demandam uma atenção diferenciada, como no caso de autoridades. O gerente de segurança da WDA Táxi Aéreo, Marcius Júlio, relata que a sensação de insegurança é muito grande e não são raras as histórias de colegas que passaram por problemas, incluindo sequestros. A empresa nunca registrou nenhuma ocorrência de roubo de aeronave, mas passou por situações de furtos dentro de aviões. “O risco aumenta muito quando o piloto tem que esperar o cliente, porque o profissional fica aguardando junto ao avião. Isso não é uma realidade somente de Mato Grosso. Fretamos voos para todo o país e a situação é recorrente”. Assim como a Abelha, a WDA Táxi Aéreo também contrata segurança particular, dependendo do serviço que prestará, especialmente quando há necessidade de passar a noite nas cidades que fazem fronteira com a Bolívia.

Fonte: A Gazeta

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